Uma cidade contada pelos seus bairros
Salvador tem mais de 160 bairros, e cada um carrega em seu nome uma história que remonta séculos. Muitos vêm do tupi — Itapuã significa "pedra erguida", Pituba vem de "pitu-ba" (o lugar dos camarões) — enquanto outros homenageiam santos, fazendas coloniais ou episódios históricos que moldaram a cidade.
Rio Vermelho: do Caramuru aos poetas
O Rio Vermelho é um dos bairros mais emblemáticos de Salvador. Roberto Pessoa conta como Diogo Álvares Correia, o Caramuru, naufragou nesta costa no século XVI e foi acolhido pelos Tupinambás. Séculos depois, o bairro se tornou reduto de artistas, escritores e boêmios — e palco da maior festa de Iemanjá do Brasil, todo 2 de fevereiro.
Itapuã: a pedra que ronca
Eternizada por Dorival Caymmi e Vinícius de Moraes em "Tarde em Itapuã", esta praia de pescadores guarda histórias que vão muito além da canção. Roberto revela a origem tupi do nome, os antigos terreiros de candomblé da região e como a expansão urbana transformou a antiga vila de pescadores.
Campo Grande e a Praça Dois de Julho
A praça que celebra a Independência da Bahia abriga o icônico Monumento ao Caboclo. Roberto conta a história do 2 de Julho de 1823, quando Salvador foi finalmente libertada das tropas portuguesas, e como esta data é mais importante para os baianos do que o 7 de Setembro.
A Ribeira e Itapajipe
A península de Itapajipe guarda uma Salvador mais tranquila, com o Farol da Barra ao fundo e a Sorveteria da Ribeira como ponto de encontro. Roberto apresenta a história do hidroporto, das colônias de pescadores e da Igreja do Bonfim.
Ladeiras e morros
Salvador é uma cidade de topografia dramática. Roberto explica a falha geológica que divide a cidade em alta e baixa, e como as ladeiras — do Pelourinho, da Montanha, da Preguiça — moldaram a vida cotidiana dos soteropolitanos por quase cinco séculos.