O coração cultural da Bahia
O Recôncavo Baiano é muito mais do que a região que circunda a Baía de Todos os Santos. É o berço do samba de roda, da capoeira, do candomblé e de boa parte da identidade cultural brasileira. Durante séculos, os engenhos de açúcar do Recôncavo fizeram desta região uma das mais ricas e influentes do mundo colonial.
Cachoeira: a cidade heróica
Cachoeira foi a primeira cidade do Brasil a declarar independência de Portugal, em 25 de junho de 1822 — antes mesmo do grito do Ipiranga. Suas ruas guardam casarões coloniais, igrejas barrocas e a sede da Irmandade da Boa Morte, uma das mais antigas confrarias de mulheres negras do mundo.
O Rio Paraguaçu
O maior rio genuinamente baiano atravessa o Recôncavo e conecta a Chapada Diamantina à Baía de Todos os Santos. Roberto Pessoa conta a história milenar deste rio — desde as pinturas rupestres de 14 mil anos em suas margens até os ciclos do açúcar e do diamante que moldaram a região.
Santo Amaro e a cultura viva
Terra natal de Caetano Veloso e Maria Bethânia, Santo Amaro preserva tradições como o samba de roda e as festas religiosas que misturam catolicismo e candomblé. O tour passa pelo centro histórico e pelos antigos engenhos que contam a história do açúcar na Bahia.
Museu Wanderley Pinho
Em Candeias, o Museu do Recôncavo Wanderley Pinho ocupa o antigo Engenho da Freguesia, um dos mais bem preservados do Brasil. Roberto apresenta a arquitetura, os objetos e as histórias dos engenhos que sustentaram a economia colonial por três séculos.
"O Recôncavo é onde a Bahia se explica. Tudo começa aqui — a música, a comida, a fé, a resistência." — Roberto Pessoa