A alma africana de Salvador
Salvador é a cidade mais africana fora da África. Mais de 80% de sua população descende de africanos trazidos à força durante o período colonial, e essa herança está em tudo: na comida, na música, na religião, na dança, na forma de falar e de viver. O tour Salvador Afro é uma imersão nesta história de resistência e criação cultural.
Terreiros e fé
O Terreiro da Casa Branca, no Engenho Velho da Federação, é considerado o primeiro terreiro de candomblé do Brasil, fundado no início do século XIX por mulheres africanas libertas. Roberto Pessoa conta como o candomblé se organizou em Salvador, as nações religiosas (Ketu, Angola, Jêje) e o sincretismo que permitiu a sobrevivência das tradições africanas.
Ilê Aiyê e a Liberdade
O bairro da Liberdade é o maior bairro negro do Brasil e berço do bloco afro Ilê Aiyê, fundado em 1974. O tour passa pelo Curuzu, pela sede do Ilê e pelas ruas onde a consciência negra se transformou em carnaval, música e educação.
O legado africano no cotidiano
Roberto explica como palavras do nosso dia a dia — como dendê, vatapá, axé, moleque — vêm das línguas banto e iorubá. Mostra como a arquitetura, os alimentos e as festas de Salvador carregam marcas profundas da diáspora africana.
O Cabula e Pernambués
Estes bairros abrigaram quilombos urbanos e preservam até hoje tradições ancestrais. Roberto apresenta a história do Quilombo do Cabula e como a resistência negra moldou a geografia de Salvador.
"A África não ficou do outro lado do oceano. Ela está aqui, viva, em cada esquina de Salvador." — Roberto Pessoa